desenho e design

3 Peso e Modelação

A SUBTILEZA E O PESO VISUAL DAS FORMAS
Nos traços habita a evocação da estrutura conceptual que é a linha. Elemento que se presta a inúmeros desempenhos e significações, a linha pode em harmonia com o grau de abstracção, representar qualquer entidade, afirmando qualidades como o peso, a dureza, etc. Esta propriedade em diferir fragmentos de outras realidades não visuais, remete o desenho para o papel de presentear o domínio mental, como mais uma possibilidade em referir e interpretar implicitamente, quase todas as qualidades que sentimos nas formas.
As formas desenhadas anunciam um determinado peso visual, lido na comparação relativa à vizinhança, ou pela tradução de algum paralelismo mimético, que sempre se constata a partir da realidade. As respectivas propriedades expressivas e materiais também acentuam a presença, a proximidade, e todas as qualidades que percebemos e lemos no desenho.
Na materialização da linha procura-se encontrar o peso e a subtileza das formas, decididamente, componentes essenciais do discurso plástico.
De facto, a linha pode evocar um conjunto expressivo e variado, assumindo a síntese de múltiplas ambivalências e seguindo a origem de formas pertencentes a meios sensoriais distintos. Os equivalentes onomatopaicos são disso exemplo – pois expressam graficamente o som daquilo que se pretende imitar. A intensidade do traço associado a um número quase infindo de características físicas, tácteis e visuais, formaliza a subtil natureza da linha em distar ou aproximar a realidade do desenho como universo sintético e completo.
Com o objectivo de controlar o peso visual e gráfico das formas, modele elementos variando a intensidade gráfica dos contornos e configurações. Interiorize para cada movimento a hipótese de um som que melhor traduza a acção e a forma resultante.
Exemplos práticos para iniciar os seus próprios movimentos .

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3. Peso e Modelação
3.1 Exercício: Peso – Carvão | Grafite | Marcador | Pincel
3.2 Exercício: Desenho e Modelação – Carvão | Grafite | Marcador | Pincel

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3.1.3 Exercício: Peso – Marcador – ponta fina
A linha como ênfase formal
A propensão física da linha replica a natureza plástica do mundo. Na realidade, quando marcamos com mais força, exercemos maior pressão e o resultado transporta consigo a informação do peso exercido. A sensação de peso visual decorre directamente do resultado físico provocado. Mais peso, mais pressão,
mais acentuação e, consequentemente, obtém-se um registo evocador de forma e proximidade. O contrário também é válido – menor intensidade logo menor proximidade. Esta variação directa carateriza a acção em desenho.
Nesse intervalo expressivo, modela-se a linha, atribuindo as ênfases necessárias ao jogo da interpretação.
Na realidade, a linha revela uma natureza geradora e formadora. Traduz a acção de como lemos as formas e como as expressamos no desenho, dando vida e peso ao registo do contorno, da superfície e da matéria.
> Com estes exercícios pretende-se desenvolver o sentido proximal e distal em desenho, através da linha enquanto elemento modelador.

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Recursos Materiais
Riscadores:
Grafite – Lápis ou lapiseira com mina 3B. Afiado como se ilustra.
Carvão – Natural ou prensado. Grau “Soft”. Usar uma lixa para afiar em bizel.
Marcador Preto – Feltro grande, ponta em bisel ou redonda.
Pincel – Próprio para desenho a traço
Suportes:
Papel “cenário” – 46 x 36cm
Acessórios – Lixa, Lâmina para cortar, afiar (vulgo XActo)
Meios:
Tinteiro nanquim

> No terceiro tema, a propósito de peso e modelação, indicam-se dois níveis de exercícios:
3.1 Exercício: Peso – Carvão | Grafite | Marcador | Pincel  >  8
Ao iniciar o 3º nível de exercícios deve considerar que o objectivo principal dos seus trabalhos centra-se na linha, na gestualidade e na noção de peso visual. Naturalmente, estabelece-se uma certa analogia entre intensidade, acumulação de traços e a sensação perceptiva de peso visual. Por outro lado, as sensações de proximidade e distância são qualidades internas naturais, embutidas em qualquer linha desenhada. Traços mais espessos, ou concentrados, ao contribuir para uma maior separação relativamente ao fundo, ganham uma característica proximal – elementar interacção entre forma e fundo que regula a leitura e a presença do espaço em desenho. A par dessa natureza, a linha é portadora de peso visual ou expressivo, quando se amplia ou reduz a sua presença.
Dos modelos desenvolvidos, apresente 12 exercícios desenhados – 2 a grafite, 2 a carvão, 2 a marcador de feltro e 2 a pincel, a realizar nos suportes propostos (36x36cm).

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Ex.: Desenho 3.1.3
3.2 Exercício: Desenho e Modelação – Carvão | Grafite | Marcador | Pincel > 8
Modelar é dar forma. Em desenho, a linha é o elemento de modelação por excelência. Afagar a superfície, na forma e no desenho, contornar, dar expressão gráfica à matéria, à luz ou ao volume, tornados presentes a partir do uso da linha, simultaneamente, enquanto elemento de conceito e matéria plástica de acção.
Dos abordados, sugere-se a realização de 8 exercícios desenhados – 2 de cada (grafite, carvão, marcador e pincel). A realizar nos suportes propostos e nas dimensões indicadas (36x36cm).

Ex.: Desenho 3.2.1 | 3.2.4

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Strings to the rescue http://www.pbs.org/wgbh/nova/elegant/program.html

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Uma resposta

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  1. Intro « desenho e design said, on 15 de Março de 2008 at 1:16

    […] 3 Peso e Modelação […]


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