desenho e design

Desenho II (em conclusão)

Desenho II

(EM CONCLUSÃO)

Síntese do documento programático, orientador da leccionação da disciplina Desenho II, do 2º ano do Curso de Design da UMa.

@ Celso Caires

Princípios e competências a desenvolver

A cadeira de Desenho II finaliza o grupo disciplinar de desenho. O sentido orientador mantém um vínculo natural com o seu par do 1º ano do curso de design. Pretende-se sobretudo, que o desenho, enquanto linguagem de excelência criativa, onde se inscreve a expressividade e a organização, propicie um amplo campo de desenvolvimento associado a um sentido natural na classificação e formalização das ideias e dos projectos | objectos. Este é o objectivo principal de um desenho, enquanto elemento simultaneamente recursivo e discursivo para o design.

Além de uma natureza plástica e gráfica, centrada no controlo e desenvolvimento expressivo dos elementos visuais (cor, dimensão, configuração e textura) o desenho pressupõe essa sintonia na materialização das ideias e na clarificação de dados, conjuntos e estruturas de informação por via dos elementos conceptuais – ponto, linha, plano e volume.

Pretende-se estruturar através do desenho a resolução de casos tipo de complexidade informativa, dando forma a um conjunto, muitas vezes, disperso de dados. Ordená-los em resultado visual compreensível, mas sem ignorar “as relações internas que marcam essa realidade. Melhorando a leitura, por eliminação de ruídos e elementos “contaminantes”, como é frequente agir na realização de ilustrações médicas – As linhas que desenham os órgãos ajudam a ver e a interiorizar por si, cada uma das entidades biológicas e orgânicas.”

A objectividade é um factor de clarividência e expressão. Importa colocar em campo o que é essencial e estabelecer laços coerentes, que marquem a figuração e o papel dos elementos (actores), enquanto entidades da formalização e da interacção lógica num dado fenómeno, enquanto elementos fundamentais numa narrativa visual.

Clarificar a complexidade de um discurso visual

Desenhar a informação segundo modelos descritores das relações e posições, estabelecendo uma perspectiva que consolide em termos de comunicação, a formalização de um caso e respectivos dados. Estabelecer a framework operativa para um dado domínio ou conjunto de dados, descobrindo e analisando as fenomenologias decorrentes.

Classificar > Compreender a natureza da informação que se pretende construir e comunicar, enquanto imagem coerente e clarificadora. Adequar as finalidades exploratórias do desenho em torno do tipo ou tipologia de informação – espacial, cronológica e ou quantitativa.

Comunicar > Enquadrar aspectos de natureza expressiva na formalização de narrativas visuais 

A direcção mais importante na cadeira de Desenho II reside em estabelecer um conhecimento de maior aproximação, em torno de questões que frequentemente pontuam formalizações distintas. Sem a pretensão de criar uma Teoria da Grande Unificação (TGU) aplicada ao desenho e aos campos da sua operacionalidade, pretende-se orientar conteúdos diversos sobre uma actuação geral, elaborando hipóteses conceptuais mais abrangentes.

Realizar uma banda desenhada, uma infografia ou um guião desenhado, implica pensar sobre uma plataforma comum de recursos e acções. Qualquer dos casos requer uma profunda atenção, em torno dos aspectos que marcam diferenças narrativas em um dado discurso. Mas, também é verdade, que a sintaxe visual é uma base de construção comum em quaisquer das formas, que a maior diferença estabelece-se numa consonância expressiva e interpretativa de autor, e tão pouco na classificação formal que origina as respectivas designações.

As respectivas formalizações assemelham-se e aproximam-se com muita frequência, na prática operacional do dia à dia, particularmente no caso das referidas – Banda Desenhada, Infografia e do Guião Desenhado.

Essas baseiam-se numa estreita identidade entre os valores de narrativa implícita ou explícita, porque alicerçadas sobre uma natureza comum de organização sintáctica e prolongamento semântico.

De facto, as diferenças entre Banda Desenhada e Guião Desenhado podem ser inexistentes. No caso da Banda Desenhada os limites de concepção narrativa sempre foram ilimitados. A sua realização apenas se conforma às capacidades do seu autor, à partida sem um grande peso de derradeiras restrições técnicas. Assim, a maior diferença entre ambas resultaria talvez de uma dependência produtiva estrita, que no caso da BD apenas seria uma realidade limitada ao autor e no caso do Guião Desenhado, por se tratar de uma forma intermédia, uma adequação aos recursos técnicos da produção final às sequências cinema.

Mesmo considerando estes contornos, a combinação de resultados virtuais no universo da realidade natural filmada ou video-gravada, os recursos actuais colocados à disposição da produção cinematográfica, permitem considerar o Guião Desenhado como uma forma de criação e realização sem as limitações tradicionais. Quer isto significar, que, frequentemente, o guião já não está sujeito a um modelo limitado de visão e construção produtiva em cinema, antes introduz uma extrema libertação técnica na preconização do discurso narrativo.

Assim sendo, descrever o Guião Desenhado como uma Banda Desenhada, ou vice versa, em nada corrompe as singularidades e a objectividade que em ambos se finalizam, resumindo-se limites equivalentes de formalização e linguagem.

Na realização de um Guião Desenhado ou Story Board seria obrigatório seguir intransigentemente os limites… (continua)

Estruturar > Aspectos fundamentais da estruturação

Modelar > Essencial para desenvolver aptidões de formalização e tactilidade ou tatilidade, como hoje em dia, após o acordo, se escreve…

Criar > Quanto à imaginação e à criatividade, não se valida sem a necessária projecção autoral…

Projecto > A Banda Desenhada é uma boa hipótese para desenvolver qualidades narrativas visuais. A Infografia poderá ser mais uma alternativa a considerar, apesar das complexidades conceptuais e abstractas a esta associada introduzirem bastantes dificuldades conceptuais, como poderá avaliar a partir da hibridez do resultado da fusão, entre a BD e a Infografia como forma narrativa em http://comment.rsablogs.org.uk/videos/.  Mas, em ambos os casos, as decisões formais de um caminho que possa gerar um espírito criativo, são plenamente apoiadas e desejadas, como aliás, assim discorre Sir Ken Robinson em http://www.ted.com/talks/ken_robinson_says_schools_kill_creativity.html 

Cronograma 2011 | 2012

19 de Setembro a 30 Setembro

Leitura e levantamento iconográfico e exploração / criação da tipologia espacial e expressiva do conto:

“Destruição de um Jardim Romântico” de José Viale Moutinho. Diário gráfico formato A4

3 de Outubro a 27 de Outubro

Determinação das densidades dramáticas e expressivas, finalização dos ambientes e estudo formal de cenários, personagens e

objectos aplicando um método plasticamente coerente. Formato A3 > Esboços convencionais e finalização em Ilustração Vectorial.

31 de Outubro I Avaliação

3 de Novembro a 15 de Dezembro

Construção e finalização da narrativa figurada sobre trecho do conto. Mínimo 5 páginas. Formato A3 > Esboços convencionais e

finalização em Ilustração Vectorial.

19 de Dezembro II Avaliação

5 de Janeiro a 12 de Janeiro

Finalização de trecho da obra anterior em flash via Adobe Illustrator.

Avaliação Final 19 de Janeiro


Belker, H., Burg, S., Clyne, J., Goerner, M., Page, N., Pugh, N., Robertson, S. Concept Design – Works from seven Los Angeles Entertainement Designers. Design Studio Press. ISBN 0-9726676-1-X

Byrne, Mark T.. Animation the Art of Layout and Storyboard. Mark T. Byrne Publication, Leixlip, Co. Kildare, Ireland. ISBN 0-9535732-0-6

Ching, Francis D.K., Juroszek, Steven P.. Representação Gráfica para desenho e projecto. Editorial Gustavo Gili, SA. ISBN 84-252-1848-9

Corbeil, Jean-Claude – The Macmillan Visual Dictionary

D. Mattesi, Michael. Force – Dynamic Life Drawing for Animators. Elsevier Inc. ISBN 0-240-80845-2

Engel, Heino. Sistemas estruturais. Editorial Gustavo Gili, SA. ISBN 84-252-1800-4

Jennings, Simon. The New Guide to Illustration and Design. Quarto Book, Headline, London. ISBN 0-7472-7948-9

Loomis, Andrew – FUN WITH A PENCIL

Loomis, Andrew – Successful Drawing

Marcolli, Attilio. Teoria del Campo. Sansoni Editore S.p.a., Firenze. ISBN 88-383-0215-4

Miller, Ann – Reading bande dessinéeCritical Approaches to French-language Comic Strip. 2007, Intellect Books, Bristol. ISBN 978-1-84150-177-2/

Nicolaides, Kimon – The Natural Way of Drawing

Olofsson, Eric and Sjölén, Klara. Design SketchingKeeos. Design Books AB. ISBN 91-631-7394-8

Panofsky, Erwin – A perspectiva como forma simbólica

Petersen, Robert S. . – Comics, Manga, and Graphic Novels. 2011, United States of America. ISBN: 978-0-313-36330-6

Rajamanickam, Venkatesh. Infographics Seminar Handout, Industrial Design Centre, Indian Institute of Technology, Bombay, 2005 . Outrora publicado em http://www.informationdesign.org/downloads/Infographic_Handout.pdf . Eliminando no link anterior “Infographic_Handout.pdf” entre assim em http://www.informationdesign.org/downloads/ No novo endereço, em página válida, surge link no campo superior direito. Que nos conduz a  http://plato.home.xs4all.nl/xtra/doctriangle.pdf 2003? O que dizer sobre a opção documental de Peter J. Bogaards que hoje em dia mantém o site, no qual esteve alojado o documento de Rajamanickam http://www.informationdesign.org/ ? Felizmente o documento de Venkatesh Rajamanickam persiste no site de um dos especialistas mundiais em infografia (Alberto Cairo) desde 2005: Rajamanickam, Venkatesh. Infographics Seminar Handout, Industrial Design Centre, Indian Institute of Technology, Bombay, 2005

Robin, Harry – The Scientific Image

Saraceni, Mario – The Language of Comics. Taylor & Francis e-Library. 2003 London. ISBN 0-203-41350-4

Whelan, Bride M.. – Color Harmony. Rockport Publishers, Massachusetts. ISBN 1-56496-401-9

Williams, Paul; Lyons, James – The Rise of the American Comics Artist, Creators and Contexts. 2010, University Press of Mississippi. ISBN 978-1-60473-791-2

Wildbur, Peter e Burke, Michael. Information Graphics. Thames and Hudson, London, 1998. ISBN 0-500-28077-0

https://dedsign.wordpress.com/programatica/desenho-ii/

Adobe Illustrator Guide

Inkscape User Manuel

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http://www.wallstats.com/

LA CAJA

Mio Mao (New Series) – The Clew

Met the Walrus

Crise de Crédito

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