desenho e design

Design I

(EM CONCLUSÃO)

Síntese do documento programático orientador da leccionação da disciplina Design I, do 1º ano do Curso de Design da UMa.

@ Celso Caires

Design I

“Uma diferença que faça a diferença”
Gregory Bateson, 1979

Princípios e competências a desenvolver
Em Design I  desenvolvem-se estudos e projectos centrados na selecção, organização e apresentação de informação, seguindo pressupostos de criatividade e inovação, quanto à leitura e formalização dos signos e da comunicação gráfica e visual.
Enquanto disciplina afim ao domínio da informação elege-se a eficiência da comunicação como direcção principal na apresentação de resultados precisos e muito além dos (pre)conceitos que pontuam o estereótipo.
Ao invés do que, por via de regra, acontece nos domínios da publicidade e do marketing, em que o objectivo central  é o de persuadir o consumidor a tomar uma decisão, nesta cadeira a chave principal para abordar a natureza dos trabalhos a desenvolver, implica objectivar e formalizar a informação necessária e essencial à decisão do utilizador. Esta é a perspectiva fundamental, que deverá vigorar na concepção dos projectos a realizar no âmbito de Design I.

Meio e Fim > Formalizar | Informar | Comunicar

Por outro lado, a excelência dos resultados que se pretendem atingir, está para além do patamar onde se referenciam os meios e os recursos. Os objectivos que consagram o nosso trabalho devem servir o princípio da informação – a complexidade das ideias não pode afectar a precisão e a eficiência da comunicação e o mesmo poderemos afirmar sobre os recursos e os meios a utilizar, porquanto todos serão legítimos desde que suportem e acentuem com clareza o que se pretende estruturar e informar.

Meio sem Fim declarado e ou conquistado, apenas poderá espelhar mais uma saída oferecida pelo kitsch de certa apropriação tecnológica, que sempre abunda nas apostas mais fáceis. Os meios e os fins quando desligados de causa e sentido, inevitavelmente transformam a concepção de objectos de comunicação num protocolo próprio das cadeias de fast food.

Para replicar os mesmos produtos, já alcançados e amplamente difundidos, bastará iniciar a criação das cópias perfeitas. Com esse objectivo estão acessíveis tecnologia e recursos, numa panóplia quase sem fim.

No plano humano,  comunicar não resulta da dependência de uma derradeira tecnologia, encontra-se antes a partir da congruência do discurso elaborado, no encontro entre sujeitos comunicantes e nas qualidades transmitidas e recuperadas, quiçá ampliadas. Por essa razão, a tecnologia não é o nosso sujeito comunicante. Apesar do meio ser a mensagem (Marshall McLuhan-Understanding Media: The Extensions of Man) e dos seus efeitos serem inegáveis sobre a comunicação, este nunca será o nosso destinatário.

Organizar > Comunicar \ Estruturar

Em meados do século XIX, as grandes cidades europeias tinham esgotado o modelo de crescimento e organização desenvolvido a partir da Idade Média. Salvaguardando as poucas excepções acontecidas no século XVIII, redesenhadas segundo inspiração iluminista, como o caso de Lisboa depois do sismo de 1755 e  Vila Real de Santo António, capitais como Paris agonizavam na necrose de uma estrutura de ruas estreitas, desadequada para os novos desafios da comunicação | circulação que a revolução industrial impunha.

Em 1854 Haussmann iniciou os primeiros projectos de renovação de Paris, interpretando do ponto vista urbano os novos desafios que se apresentavam à cidade.

Decorrido quase um século  e  Otto Neurath inventa o ISOTYPE. A ideia central do International System of TYpography Picture Education baseava-se na generalização de um código pictográfico que representasse elementos e conceitos, segundo uma síntese narrativa de base visual, de fácil e rápida compreensão.

Essa missão organizadora que ainda no presente partilha das necessidades próprias do crescimento, terá permitido ordenar a comunicação de informações|ordens simples e precisas no seio da cidade contemporânea. Em consequência do afluxo de população aos grandes centros urbanos, locais de desenvolvimento dos diversos sectores produtivos, a cidade expandiu-se estruturando coroas sucessivas de habitação e produção. Tal complexidade em breve iria exigir sistemas de comunicação e informação universais, segundo Haller esta terá constituído a grande motivação de Neurath em “dar às crianças e aos trabalhadores a mesma informação que dava aos seus colegas”.

In Enciclopédia e Hipertextohttp://www.educ.fc.ul.pt/hyper/enc/cap3p8/en-neurath.htmHaller, R., Redescovering the Forgotten Vienna Circle. Australian Studies on Otto Neurath and the Vienna Circle

Em domínios e épocas distintas, Haussmann e Neurath contribuíram com modelos efectivos de progresso global.

Ao estruturar a comunicação acabará por contagiar positivamente as qualidades de uma organização. Esta simbiose entre organizar e comunicar implica um dedicado trabalho de estruturação.

Diferenciar e Adequar > Comunicar | Informar

“Logic is a poor model of cause and effect.”

Gregory Bateson, Mind and Nature – A necessary unity

A lógica das soluções repousa na adequação das premissas. Portanto não adianta transitar entre casos resolvidos sem encontrar o que na realidade os diferencia e por conseguinte se adequou nas diversas resoluções.

Como o mundo dos signos é vasto e densamente povoado deve contribuir para o enriquecimento da sua amplitude. Adrian Frutiger apresenta-nos três reflexões sobre a natureza que o consagra:

Desordem e Ordem – Forma e Fundo

Memória – Figuração

Matéria – Luz e sombra – Branco e preto

Adrian Frutiger é um desenhador tipográfico autor de Signos, Símbolos, Marcas, Sinais – Elementos |Morfologia|Representação|Significações – livro que aconselho vivamente numa primeira leitura.

A cultura enquanto acessão [ anuência | união | promoção ]

Yang Liu was born in 1976 in Beijing, China. Since 1990 lives in Germany. She studied at UWE at Bristol, UK and gradueted with Master degree for Design in 2000 at the University of Arts Berlin, with Prof. Holger Matthies, since 1999 she has worked with Derek Birdsall in London, 2000 -2002 with Thomas Manss London and Berlin, 2003 – 2004 Chermayeff & Geismar New York, since 2004 she has established Yang Liu Design in Berlin

Classificação e estratégia

Diagramas

Pictograma – Proposta de orientação

Casos Tipo

Ella Baché

2 Respostas

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  1. mietwagen said, on 15 de Março de 2009 at 10:33

    Sehr gute Seite. Ich habe es zu den Favoriten.


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