desenho e design

Casos tipo (Em conclusão)

Em todo o mundo, os sistemas de informação desempenham um papel fundamental na utilização dos serviços de transporte das cidades de maior dimensão. Apresentando alguma variabilidade, quanto à sua organização, os Metros e os sistemas integrados de transporte urbano constituem a rede arterial que nutre e incita a vida nas grandes cidades.

Sem um conjunto de pictogramas coerente, simples e eficaz, seria muito difícil circular em cidades que atingiram dimensões colossais, como Tóquio e São Paulo entre outras tantas, cuja população frequentemente ultrapassa o número de habitantes de um país de média dimensão. A grande São Paulo vai além dos 20.000.000 de habitantes, o dobro da população total de Portugal (10.000.000).

Sem pretender estabelecer um nível comparativo entre os diversos Metro, nem tão pouco realizar a breve história, que em cada caso, os viu nascer e sustentar até aos dias de hoje. O primeiro Metro (Metropolitain) foi projectado e construído em 1863 na cidade de Londres. Porventura, em virtude dessa antecipação, continua a apresentar soluções coerentes e leves no plano da informação e da comunicação como terá abaixo a oportunidade de verificar no respectivo endereço.

Transportes de Londres – Uma solução transversal dos transportes urbanos para a cidade de Londres. Nos sites consultados, até melhor observação, esta é a única organização que disponibiliza na internet os manuais completos no formato PDF – métodos, marcas verbais (logótipos) e sistemas pictográficos, assim como, a indicação das respectivas normas de aplicação.

Metro de Lisboa – Após as obras de ampliação do Metro de Lisboa (Expo 98) foi aplicada um novo sistema pictográfico ajustado à realização de novas linhas e estações.

Metro de Tóquio – A realidade é uma complexidade em crescendo…

Metro de São Paulo

Metro de Amesterdão

Minirail e Monorail de Sidney

Metro de Paris

Metro de Barcelona

Metro de Milão

Metro de Nova Iorque

Metro de Atenas

A história da linha férrea em Atenas funde-se com a do Metro. Quer pelas características do traçado, quer pela natureza da exploração, trata-se de um conceito intermédio entre a estrutura de transporte Metropolitan e a linha férrea urbana. Certamente que esta configuração está na origem de um sistema de organização visual mais próximo das circunstâncias da ferrovia e consequentemente muito afastado das necessidades de ordenação e modernização, que levaram outras cidades a formatar novas estruturas de informação. Um plano de Metro moderno abriu ao público somente em 2001. O site sobre a nova linha reserva maior ênfase às obras de construção do que ao resultado final. Felizmente, muitas estações apresentam em exposição permanente os artefactos encontrados durante as escavações.

Metro de Moscovo

O site do Metro de Moscovo apresenta um conjunto de fontes historiográficas muito úteis para a análise da evolução dos diversos diagramas de orientação a partir da década trinta do século XX até ao presente, os pictogramas oficiais em uso, os selos comemorativos de 1938 a 1965 e demais colecções sobre variadíssimos objectos (ex.caixas de fósforos).

Além das diferenças que o tempo realiza e pontua em cada cidade, são notórias as falhas de actualização e a consequente ausência de contemporaneidade que certas linhas e sistemas de informação reportam.  Pode-se interpretar a pressão e o palpitar destas cidades a partir do modelo de densidade que os diagramas gráficos tentam disfarçar, mas não conseguem. Para tudo haverá um limite. Tóquio é um exemplo flagrante dos limites que a tradução gráfica suporta. Para tal densidade os únicos remédios são: ou não crescer ou reduzir a densidade do retrato da informação. Como crescer é um imperativo contemporâneo, a única solução é reduzir a escala e a densidade da informação.

Em termos visuais, a abordagem gráfica que poderá colmatar esse excesso de informação baseia-se na adopção de estratégias de nivelamento formal. Ao reduzirmos a quantidade no seio de cada conjunto classificado de informação, acentua-se a pregnância dos factores estruturais e constitutivos do universo geral. A precisão física | geográfica nos primeiros mapas gradualmente cede lugar a uma precisão de relação e ergonomia visuais. Os elementos cor, linha e direcção constituem a chave sintáctica que permite aceder a um universo de representação mais claro e eficaz, favorecendo uma apresentação sintética e ordenada dos trâmites previsíveis, segundo a complexa diversidade de caminhos, que o utilizador poderá vir a escolher.

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